CMS institui Grupo de Trabalho para debater sobre a 18ª Conferência Municipal de Saúde do Recife
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- há 4 dias
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2026 já começou com tudo! O Conselho Nacional de Saúde (CNS) fez a convocatória da 18ª Conferência Nacional de Saúde e com isso, os municípios e os estados devem realizar suas etapas preparatórias para culminar nesse apogeu que é a realização de um evento tão importante para o Controle Social. Diante disso, o CNS divulgou o tema e os períodos que cada ente federativo precisa cumprir para a efetivação da 18ª Conferência Nacional prevista para julho de 2027.
Nesse sentido, e por determinação do CNS, todos os municípios do País devem realizar suas conferências entre janeiro e agosto de 2026, ou seja, Recife terá, mais uma vez, que pensar e elaborar outro grande evento para contemplar o cronograma disponibilizado pelo Conselho Nacional. Embora o Recife tenha realizado uma conferência de saúde em 2025, no qual foram aprovadas propostas que subsidiaram a elaboração do Plano Municipal de Saúde (PMS) para o quadriênio 2026-2029, esta nova conferência deve atender as especificidades solicitadas pelo CNS, onde, para esse momento, devem ser aprovadas propostas que contemplem os níveis Estadual e Nacional.
Mesmo sem a publicação dos documentos norteadores nacionais, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife já instituiu seu Grupo de Trabalho (GT) e realizou, na última quinta-feira (22), a primeira reunião para iniciar as discussões sobre a organização da próxima Conferência Municipal de Saúde. O principal desafio colocado é justamente a realização de uma nova conferência em um intervalo de tempo curto em relação à anterior.
Diante do tempo exíguo e considerando que 2026 será um ano marcado por grandes eventos, como o Carnaval, a Copa do Mundo e o período eleitoral, o GT passou a debater alternativas e possíveis ajustes na metodologia, no formato e na aplicabilidade da conferência, buscando construir a melhor estratégia possível para garantir participação social, qualidade do debate e efetividade das deliberações.
Além disso, o primeiro semestre de 2026 ainda exigirá um esforço organizativo significativo do controle social, com a realização das eleições em sete Conselhos Distritais de Saúde, o que impacta diretamente no calendário e na mobilização para a conferência.
Durante a reunião, também foi destacado que, em 2027, haverá uma nova Conferência Municipal de Saúde, que terá como foco a avaliação do Plano Municipal de Saúde, reforçando a necessidade de um planejamento articulado e responsável desde já.
Sobre os desafios do processo, a coordenadora do Conselho Municipal de Saúde do Recife, Dayse Lopes, destacou a ausência de orientações nacionais como um dos principais entraves neste momento. “Ainda não temos definições do Conselho Nacional de Saúde sobre os eixos da conferência, o número de propostas que poderão ser aprovadas ou a quantidade de delegados que o Recife poderá encaminhar para as próximas etapas. Isso impacta o planejamento, mas não nos paralisa. Estamos nos baseando nas experiências das conferências anteriores, porque o CMS-Recife tem um compromisso histórico com a participação social e com a luta em defesa do SUS”, afirmou.
O GT tem novo encontro no dia 30 de janeiro, no qual prosseguirá com as discussões e iniciará um esborço do Regulamento da 18ª Conferência Municipal de Saúde.





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